A AULA COMUNICATIVA DE LÍNGUA ESTRANGEIRA NA ESCOLA

A AULA COMUNICATIVA DE LÍNGUA ESTRANGEIRA NA ESCOLA

 

RESUMO: O presente artigo tem por objetivo analisar a abordagem comunicativa de Língua estrangeira na escola. É uma análise do artigo do Almeida Filho e a visão de Stephen Krashen a respeito do tema.

 

 PALAVRAS-CHAVE: Abordagem Comunicativa; Motivação; Aquisição de Língua Estrangeira.

 EL ABORDAJE COMUNICATIVO DE LENGUA EXTRANGERA EN LA ESCUELA

RESUMEN: El presente trabajo tiene por objetivo analizar el abordaje comunicativo de la lengua extranjera en la escuela. Es un análisis del texto de “Almeida Filho”  y la visión de Stephen Krashen a respeto del tema.

PALABRAS-LLAVE: Abordaje Comunicativa; Motivación, Adquisición de la lengua extranjera.

  1. 1.      INTRODUCÃO:

Almeida Filho fala da importância da aula na porção do trabalho de ensinar e aprender. Ela é o contato face a face do professor e do aluno. Para ele esse contato mediado pela língua estrangeira é vital nessa disciplina. Os procedimentos estabelecidos são chaves para a construção de significados e ações nessa língua e muito pouco discutida nos círculos profissionais. A aula é um processo de aprender e ensinar línguas.

A abordagem comunicativa centrada no aluno não só em termos do conteúdo, mas em técnicas abordadas em sala de aula. O professor subordina seu comportamento às necessidades do aluno que se torna responsável pela sua própria aprendizagem.  Aprender uma língua envolve comunicação com outras pessoas. Iniciamos este artigo introduzindo a pergunta: Como a utilização da abordagem comunicativa deixa os alunos mais motivados em aprender uma LE? E mostramos as visões de Almeida Filho e Krashen sobre o assunto.

 

 

  1. 2.      DESENVOLVIMENTO:

Para Almeida Filho a aula que é o contato face-a-frace do Professor se assemelha à ponta de um iceberg submerso. Mas, esse contato pessoal mediato pela língua estrangeira que geralmente nunca ou muito pouco o aluno encontra em outros cenários da vida, é vital nessa disciplina.

 

 

               A aula no processo de ensinar e aprender línguas.

 

Macro fases de uma aula e suas características

 

                      

Fase 1. Clima de confiança:

  • Construção do ambiente distintivo em que vai se dar mais uma aula de língua estrangeira.
  • Ouve-se a língua alvo por instantes.
  • Expectativa sobre o que vai ser propiciado como oportunidades de aprendizagem de língua-alvo.
  • Como medida referencial de duração média a primeira fase pode se estender entre 5 e 10 minutos

Fase 2. Apresentação

  • Resume-se na familiarização do aluno com amostra de uso de linguagem e pontos de conteúdo lingüístico. De 10 a 15 minutos podem ser suficientes nas situações mais favoráveis.

Fase 3. Ensaio e uso

  • Com confiança o aluno será instado a ensaiar linguagem para futuras transações de uso real dentro e fora do contesto escolar.

Fase 4. Pano

  • Fechamento do período de trabalho com o reconhecimento dos conteúdos enfocados e um sumário daqueles que eram ou se tornaram objetivos específicos para aula.
  • Aqui pequenos comentários são esperados.
  • De 5 a 10 minutos podem ser suficientes para garantir esta última etapa.

 

 

Krashen (1981) diz que há três variáveis que influencia na aquisição de linguagem: a autoestima, motivação e o nível de ansiedade. O aluno que está com autoestima ele se sente mais capaz de aprender, a motivação deixa o aluno mais concentrado nas explicações e a ansiedade tende a focalizar mais na forma do que na comunicação.

 

Para ele o professor é o primeiro gerador de input, e deve criar um ambiente interessante e amigável no qual o aluno se sinta seguro para que ocorra a aquisição da língua. “O professor deve orquestrar um número rico de atividades e materiais, os quais devem estar ligados com as necessidades dos alunos visando ao interesse do aluno pelo idioma”. Krashen ainda argumenta que o clima em sala de aula entre professor e aluno pode realçar ou inibir a aquisição do idioma e que a sala de aula deve fazer com que o aluno se sinta respeitado e valorizado.

 

Seu modelo teórico Modelo do Monitor tem uma importância muito grande nos estudos de aquisição da língua. Ele apresenta cinco hipóteses.

Hipóteses:

A)    Aprendizagem e Aquisição

  • Aquisição: processo automático no subconsciente, necessidade a comunicação. Exemplo: uma pessoa chega a um país onde não fala o idioma e por necessidade tem que aprender.
  • Aprendizagem: consciente, resultado conhecimento formal da língua.

   

B)    Monitora

            Regras gramaticais funcionam como um monitor

C)    A hipótese da ordem Natural

      Relacionada à aquisição, supõe que há uma ordem previsível na aquisição das estruturas gramaticais da LE.

 

D)    A hipótese do Insumo

            Trata-se do eixo da teoria de K., para ela a aquisição de uma segunda língua se fará só se o aprendiz se expõe a nova língua meta(insumo) que esteja mais lá de sua atual competência linguística.

     

       C) O filtro afetivo.

     Atribui a ele uma importância, pois, para ele estão diretamente ligados tanto ao processo de aquisição como aprendizagem de uma segunda língua como aos resultados obtidos ao largo e ao final do processo.

 

  1. 3.      CONCLUSAO:

            O estudo sobre o uso da abordagem comunicativa faz-se importante no sentido de conhecer sua eficácia na aquisição de L2 e no ensino/aprendizagem de uma língua estrangeira. Percebe-se que em ambos os trabalhos destes autores mostram as vantagens da utilização da abordagem comunicativa, pois ela visa o aprendizado centralizado no aluno, não em termos de conteúdo, mas em técnicas usadas em sala de aula, as competências comunicativas voltadas para as competências gramaticais, sociolinguísticas, discursivas e estratégicas.

           Tanto Almeida Filho como Krashen, acreditam que o foco no aluno, a interação na sala de aula, e a motivação somente traz benefícios para o aluno gerando neste o interesse em aprender uma língua estrangeira.

 

 

  1. 4.      Bibliografia:

 

ALMEIDA FILHO, J. C. P. Dimensões comunicativas no ensino de línguas. Campinas, SP – Pontes 1993.

 

http://seer.fclar.unesp.br/alfa/article/view/3921/3602

 

 

 

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