PESQUISA-AÇÃO (pp.181 – 191)

ENGEL, Irineu Guido. EDUCAR EM REVISTA, Curitiba n.16. 2000. Editora da UFPR

A PESQUISA-AÇÃO  procura desenvolver o conhecimento e a compreensão como parte da prática. Intervém na prática n próprio decorrer do processo.

Este tipo de pesquisa constitui um meio de desenvolvimento profissional de dentro para fora pois parte das preocupações e interesses das pessoas envolvidas na prática, envolvendo-as em seu próprio desenvolvimento profissional (NUNAN, 1993).

A pesquisa –ação está mais perto da abordagem que considera que todo conhecimento científico é provisório e dependente do contexto histórico, no qual os fenômenos são observados e interpretados.

Entre as características do processo de pesquisa: 

.  o pesquisador intervém a fim de verificar a eficácia do novo procedimento.  Estratégias  e  produtos são úteis  para os envolvidos serem capazes de apreender e modificar sua situação.

.  è situacional: diagnostica um problema específico, com  um  fim prático.

.  não estaria interessada na obtenção de enunciados científicos

.  é autoavalitiva

ü.  é cíclica: “ as fases finais são usadas para aprimorar os resultados das fases anteriores””        (Engel:183)

 

Há consciência por parte do pesquisador que há algo a melhorar na área do ensino, é o problema

O pesquisador deve fazer , em princípio:

. Uma revisão bibliográfica

. Observação em sala de aula a partir de registros

. Levantamento de necessidades

 

Deve formular uma hipótese  baseada nas informações coletadas , a serem testadas.

A partir da situação problemática, o professor decide o modo de transmissão do conteúdo e põe em prática o plano esboçado.

A fim de ter subsídios para a medição do nível de participação dos alunos nas atividades de sala de aula professor pode recorrer a diferentes meios:

.  gravação das aulas

.  confronto entre a participação antes e depois da implementação do plano de aula

.  etc.

Para avaliar o plano de intervenção: conforme os dados coletados, resta ao professor analisá-los, interpretá-los e verificar se o plano surtiu efeito ou se deve ser aperfeiçoado. Caso o plano de intervenção  tenha levantado resultados altamente positivos, o professor pode comunicar sua experiência nos meios especializados. Em caso contrário, pode aperfeiçoar sua pesquisa.

Objeções:  a P-A  é situacional, no entanto  a tradicional vai mais além da solução de problemas práticos ou específicos.

A amostra da P-A geralmente é restrita e não representativa.

A P-A  tem pouco o nenhum controle  sobre variáveis independentes.

Como consequência  os resultados  na P-A só tem relevância local

Conclusão:  A pesquisa-ação é um instrumento valioso que apresenta subsídios para o ensino, embora de caráter provisório. Os problemas previamente testados  desde uma abordagem científica, são mais eficazes que aqueles  que não em essa base, alem  de procurar uma mudança, contrariamente a aqueles que deixam  a situação problemática no estado em que se encontra. A pesquisa-ação leva a soluções imediatas para problemas educacionais urgentes.

 María Rearte Torok  -Laura López Vargas.

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