Início e justificação do projeto de investigação. M. Noel

• Redigir o início e a justificação do projeto de investigação.

1. Título da pesquisa: Será colocado ao terminar o trabalho.
2. Introdução.

Em este estudo de campo trataremos a utilização das TICS na sala de aula de PLE em Mendoza, Argentina; mais precisamente, do recurso da conversação através da ferramenta skype com falantes nativos. Se o professor de português como língua estrangeira não é nativo do Brasil, poderá utilizar a mencionada TIC com o objetivo de fornecer as habilidades orais de seus alunos. A atividade proposta é que os alunos que já tinham aprendido certo nível de habilidades na língua estrangeira, desenvolvam uma conversação através de skype com um falante nativo. Assim, poderão reconhecer certas marcas lingüísticas próprias do idioma, que ressaltarão ao ser proferidas por uma pessoa cuja língua mãe é o português. Do mesmo modo, os jovens verão satisfeita uma inquietude: levar à prática, numa situação real, o que estão aprendendo.
Os nativos digitais estão inseridos em uma cultura onde a tecnologia não é somente uma ferramenta, senão ao dizer de Inés Dussel, uma forma de organisar sua construção de pensamento. Assim é como está configurada a sua cosmovisão. Eles apresentam, na sua maioria, um grande interesse enquanto à utilização de TICS para o aprendizado. Na sociedade mendocina, porém, não todos os alunos têm livre aceso aos computadores ou a internet.
Como se poderá solucionar essa situação nas aulas de PLE? Em que medida se produz uma melhora no aprendizado dos alunos que contam com ditas ferramentas?
Este trabalho propõe, tendo em conta o interesse dos alunos e sua visão do mundo, a realização de um estudo de campo para dar conta de se foi ou não verdadeiramente aproveitável à utilização de skype nas aulas. Assim também propõe uma comparação de resultados finais em exames do âmbito da oralidade, para constatar caso houver, as melhoras que evidenciem os alunos que contaram com esta ferramenta. A relevância que este estudo de campo comparativo, baseado numa abordagem situacional oferece para o âmbito de PLE está dada em que o skype não é uma ferramenta utilizada em grande medida para o ensino; embora as facilidades que possui para adaptá-la para tal fim. Uma vez que se tem acesso à internet, dita ferramenta não acarreia custos e é seu uso é preditível. Porém, não é comum encontrar estudos de campo comparativos em estas questões. A sua leitura permitirá refletir se é recomendável o uso de skype como ferramenta didática nas aulas de PLE.
Os alunos de hoje são nativos digitais, cujos educadores vêm com uma visão mais tradicional. Essa diferencia, que tende a gerar conflitos, foi o que motivou o tema de esta pesquisa. Hoje mais do que nunca é necessário procurar novas formas de ensino, criativas, para que os alunos possam estudar segundo seus interesses e que a transposição didática seja efetiva. Aqui se tratará uma nova forma de atingir dita transposição didática, o que pode ser útil para os professores de LE.

TIC’s na Educação

Aqui estão os próximos textos para próximo trabalho. Cada aluno deve escolher dois, fazer um fichamento e relacioná-los. Boa leitura!

 

Opção 1: Los medios y la tecnología en la Educación – Huergo

 

Opção 2: La matriz imaginaria de las nuevas tecnologías – Cabrera

 

Opção 3: Sociedad de la información – Becerra

 

Opção 4: Crítica a la información – Lash

 

Opção 5: Ensanchando territorios – Barbero

Português língua estrangeira nas empresas – Natalia Arenas e Florencia Zangheri

Título:

A motivação no ensino de português como língua estrangeira nas empresas.

                                       

Tema:

Estratégias de motivação para alunos que fazem cursos obrigatórios de língua estrangeira nas empresas.

Justificativa:

Os alunos das empresas que fazem cursos obrigatórios de português como língua estrangeira o fazem sem interesse só por justificar sua presença em sala de aula.

É importante mudar esta realidade porque, no contexto atual as empresas têm interesse em que seus empregados adquiram conhecimentos em línguas estrangeiras para comunicar-se com seus colegas estrangeiros, já que se encontram em constante contato com outras sedes da mesma empresa ou outras empresas. Conhecer outra língua permite ampliar os horizontes e fazer novos negócios, além de investir na comunicação e interação empresarial.

Apresentar um novo produto ou um e-mail a um chefe que está em outro país é um obstáculo se o empregado não compartilha a mesma língua. Por isso, as empresas investem na capacitação de língua em todo seu pessoal

Problema:

Os alunos que tem língua estrangeira, como curso obrigatório, no horário de trabalho, não assistem as aulas com predisposição senão que pensam que o curso é uma hora livre de desabafo. Não concorrem as mesmas com o objetivo de conseguir um aprendizagem do idioma, por tanto a participação é mínima e o interesse é passar o curso para obter uma reconhecimento por parte da chefia.

A aprendizagem deixa de ser o foco das aulas perdendo seu objetivo.

Portanto, como podemos motivar aos alunos de língua estrangeira nas empresas segundo uma abordagem comunicativa? Levando em consideração que o curso é obrigatório e que os alunos tem que justificar seus conhecimentos na hora da avaliação.

Quais estratégias  de motivação existem? Qual é a opinião dos alunos sobre o ensino no lugar de trabalho? Qual é o enfoque a adotar?

Perguntas:

– Como motivar aos alunos para que assistam regularmente e participem das aulas de língua estrangeira?

– Que estratégias são apropriadas para esse tipo de aluno? Quais não servem?

– A escolha do material influi na motivação dos alunos?

 

Objetivos:

Gerais

– Conseguir que os alunos assistam regularmente às aulas com interesse de aprender a nova língua.

– Conseguir que o professor também esteja motivado e interessado em que os alunos aprendam.

 

Específicos

– Conhecer as técnicas e dinâmicas de trabalho que motivam aos alunos a participarem nas aulas.

– Conhecer os perfis dos grupos e as técnicas adequadas para cada.

– Escolher e preparar o material adequado aos interesses dos alunos.

 

Metodología de trabalho

A metodologia utilizada será exploratória  de tipo qualitativa baseada nos cursos de português língua estrangeira da empresa IMPSA. Observaremos e analisaremos como se desenvolvem os mesmos, quais são os temas do seu interesse, e tentaremos aplicar diferentes técnicas para avaliar como motivá-los. 

 

 

“Dimensões comunicativas no Ensino de Línguas”

Autor José Carlos Paes de Almeida Filho.

Capítulo I: Ensinar e aprender uma língua estrangeira na escola

 Redatora Emiliana Martinez

 

Aprender uma nova língua na escola está ligado aos valores e à importância que o grupo social ao qual a escola pertence dá a essa língua. É essa importância que determina quantas e quais línguas farão parte do currículo escolar.

A aprendizagem formal, escolar, deve se dar em duas modalidades para que essa língua estrangeira torne-se uma língua aprendida sem se restringir ao domínio de suas formas e do seu funcionamento, mas como meio de comunicação do grupo. 

Uma modalidade que busca o aprender consciente, de regras formais, típico de escola e outra que almeje a aquisição inconsciente de aprendizagem por meio de situações reais de construção dos significados da fala.

O ensinar, por sua vez, se compõe do conjunto de orientações de que o professor dispõe para encaminhar o aprender de uma língua estrangeira. Estão ligados ao ensino de uma língua estrangeira o planejamento dos cursos, a escolha dos materiais didáticos, os procedimentos para condução das aulas e os critérios de avaliação da língua.

É possível que a maneira de aprender de um aluno não seja compatível com a abordagem de ensinar que um professor utiliza, causando problemas, resistências e dificuldades no processo ensino-aprendizagem. Conhecer as distinções entre o aprender e o ensinar pode ser o primeiro passo para se trabalhar de forma mais consciente em busca de maiores sucessos na aprendizagem de uma língua estrangeira.

Emiliana Martinez e Gabriela Berbert Rolim